Fã perde US$ 10 mil e quase a casa em ‘namoro’ com Jon Bon Jovi falso criado por inteligência artificial

Uma fã de Bon Jovi na Louisiana, nos Estados Unidos, passou dez meses convencida de que namorava o astro do rock. Do outro lado da tela, porém, não havia o artista, e sim um golpista que usava inteligência artificial para fabricar vídeos do músico sob encomenda.

A vítima, Leslie Pickett, de 55 anos, perdeu mais de US$ 10 mil e quase ficou sem a própria casa. O golpe foi rastreado por uma equipe de documentário até Lagos, na Nigéria, e virou um dos episódios da produção da National Geographic “Super Scam Me”.
Admiradora do artista desde os 14 anos, Pickett contou que tudo teve início no fim de 2024, depois que ela comentou em uma publicação do perfil verificado de Jon Bon Jovi no Instagram. Pouco depois, um perfil sem o selo de verificação a procurou.
A conta falsa alegava que o cantor queria se aproximar dos fãs de forma reservada. Sem desconfiar de que falava com um programa de IA generativa, ela acreditou estar diante do próprio ídolo.
Heartbroken 55-year-old US woman loses $10,000 to Jon Bon Jovi impersonator traced to Nigeria after 10-month online romance pic.twitter.com/bqj3l5tUYG
— Instablog9ja (@instablog9ja) October 25, 2026
O vínculo foi alimentado por mensagens diárias, declarações de amor, flores e vídeos que pareciam reais. Em um dos testes para confirmar a identidade, Pickett pediu um gesto bem específico ao suposto artista.
“Puxe a orelha direita, vire os olhos e ponha a língua para fora”, escreveu ela. Segundo seu relato, a resposta chegava quase instantânea: “Ele me mandava isso em cinco minutos. É o quanto a Inteligência artificial é boa.”
Fã de longa data, ela cresceu ouvindo clássicos como “Livin On A Prayer” e “Its My Life”, o que ajuda a compreender por que a aproximação pareceu um sonho realizado.
O golpista esperou cerca de sete meses antes de pedir dinheiro. A farsa começou a ruir em julho de 2025, quando o criminoso disse que viajaria à Louisiana para encontrá-la e enviou fotos supostamente tiradas em um hotel da cidade.
Em seguida, passou a cobrar pagamentos extras por uma suposta liberação de segurança. Ao exigir uma quantia bem maior em Bitcoin, acabou levantando as suspeitas da vítima, que enfim notou a armação.